Espelho, Espelho Meu - a Psicanalise e o Tratamento Precose do Autismo e Outras

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Autor(es): CAMPANARIO, ISABELA SANTORO

ISBN: 9788585458270

Sinopse:

A organizacao deste volume surgiu a partir do ideal e da pratica de uma grande neonatologista, Dra. Josenilda Caldeira Brant (in memorian), que com muita paixao e profissionalismo ficou reconhecida no meio medico nao so pela sua dedicacao aos seus pacientes, mas tambem pela sua insercao em causas mais amplas. Assim, quando iniciou uma consultoria ao Ministerio da Saude na area da saude da crianca, estabeleceu o carne da crianca que demonstra seu grande interesse pelo desenvolvimento infantil, iniciando entao uma interlocucao com os pediatras sobre este tema tao importante embora nem sempre privilegiado, haja visto as preocupacoes mais urgentes com mortalidade infantil, campanhas de vacinacao, entre outras. Em 2001, a Dra. Josenilda teve acesso a uma pesquisa conduzida na Franca, o "pre-aut", que tentava identificar indicadores clinicos de risco para o autismo. Entusiasmada com a ideia de fazer tambem no Brasil algo que pudesse seguir na direcao de uma atencao mais especifica aos problemas do desenvolvimento, contactou entao alguns profissionais que no Brasil se dedicavam a primeira infancia, com o intuito de juntos ajudarem na reformulacao do carne da crianca e nele incluir os aspectos psiquicos do desenvolvimento infantil. Assim surge um projeto de pesquisa inteiramente elaborado por psicanalistas brasileiros, que pretende validar Indicadores Clinicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil, utilizaveis na pratica pediatrica. A Dra. Josenilda, ja com sua formacao em psicanalise em curso ha varios anos, aspirava uma interlocucao entre pediatras e psicanalistas. Como nos, da area "Psi", sabia que muitos dos transtornos no desenvolvimento eram tardiamente identificados, o que repercutia negativamente no prognostico das criancas com problemas mais graves, como por exemplo nos casos de autismo. Como pediatra, conhecia de perto a angustia dos medicos que diante de uma crianca que nao parece ir muito bem, nao sabem entretanto como sinalizar aos pais ou mesmo reconhecer a preponderancia dos aspectos psiquicos envolvidos. Assim, ao coordenar nosso grupo de pesquisa ( intitulado Grupo Nacional de Pesquisa - GNP), ate sua morte, em 2003, Dra. Josenilda nao esqueceu um so minuto de nos lembrar que nossa pesquisa nao se dirigia a psicanalistas mas sim a profissionais de saude de uma maneira mais ampla, para que estes pudessem, no futuro, ao menos identificar criancas em sofrimento psiquico e diante disto saber se posicionar adequadamente. Logo que nosso projeto comecou a tomar corpo ela se interessou em transforma-lo em livro. Idealizava que todos os membros do GNP pudessem ali colocar sua contribuicao. Como faleceu antes de viabilizar este projeto, encarreguei-me pessoalmente de nao deixa-lo esquecido. Suponho que ela teria conseguido de fato cumprir seu ideal: o de que ao menos uma grande parte ali escrevesse. Nas minhas maos pude fazer uma aproximacao do teria sido sua vontade, com a certeza de que um primeiro passo foi dado...Muitos outros ainda farao parte desta longa caminhada. Pensei num titulo que evocasse cantigas ou historias infantis, como e a marca desta colecao, De Calcas Curtas, e logo me veio a mente a cantiga "O cravo e a rosa". A estrofe "O cravo brigou com a rosa, o cravo saiu ferido e a rosa despedacada" me faz pensar na distancia que a psicanalise abriu em relacao ao campo da medicina e como apos mais de um seculo nao aprendemos ainda a partilhar nossas diferencas. Lamento a cada dia, quando recebo no consultorio criancas que atendidas por um neuropediatra que prescreve: "atendimento psicanalitico ai nao e indicado", ou quando nos deparamos com bebes tao pequenos sendo exaustivamente investigados do ponto de vista somatico sem que o psiquico seja sequer evocado, a nao ser, e claro, quando todos os recursos medicos ja se esgotaram. Mas ai... muitas vezes a rosa ja esta despedacada. Por isso sinto nao termos tido a colaboracao de muitos pediatras para este volume, como era meu ideal, porem acredito que isto se deve a este momento historico no qual, so agora podemos inaugurar um dialogo. Imagino um segundo volume, talvez quando pudermos de fato dialogar e, ai sim, teremos muito mais a aprender com a clinica pediatrica. Portanto, este volume, que inicialmente tinha a intencao de trazer textos de pediatras e psicanalistas, se revelou, ao final, muito mais uma contribuicao de psicanalistas investidos no dialogo com pediatras, do que o vice-versa. Por isso considerei mais justo darmos ao volume o subtitulo "A psicanalise e a pediatria: um dialogo possivel?" Desta forma melhor caracterizamos este momento em que a psicanalise expressa seu desejo de fomentar um dialogo com o campo da medicina, dialogo que tem sido, desde Freud, polemico, para nao dizer problematico, mas que e ao mesmo tempo fundamental, sobretudo no tratamento de criancas pequenas. Para iniciarmos tal dialogo consideramos importante resgatar o inicio da historia da psicanalise no Brasil, quando ela apenas se anunciava e suscitava um misto de interesse e desconfianca. Fomos buscar nos arquivos da Sociedade Brasileira de Pediatria textos da decada de 30 que trazem os pontos de vista de pediatras renomados abordando a influencia e a importancia da psicanalise em suas praticas. Estes medicos reuniam-se no inicio dos anos 30, na Bahia, para estudar com o famoso psiquiatra e antropologo Arthur Ramos os textos de S. Freud. A historia desse grupo encontra-se relatada no volume 60 Anos de Psicanalise - Dos precursores as perspectivas no final do seculo (Denise de O. Lima, org.), desta editora. Assim na Primeira Parte, trataremos da historia de um encontro. O primeiro texto e do Dr. Lages Netto, que em comunicacao apresentada a Sociedade de Medicina Legal, Criminologia e Psiquiatria da Bahia, convoca seus colegas pediatras a reflexao a respeito do lugar do pediatra em relacao a crianca e a familia. Ele nos lembra que o ideal da medicina sempre foi e continuara sendo a prevencao das alteracoes morbidas e que a tarefa primordial do medico deve ser a da profilaxia dos disturbios de toda ordem por meio de conselhos medicos, higienicos e dieteticos. Para tanto, o pediatra deveria reconhecer e utilizar os conhecimentos relacionados a contribuicao de Freud, que enfatizou a importancia da historia e dos acontecimentos da vida da crianca na formacao do seu carater e conservacao de sua saude. O segundo texto, ainda da decada de 30, do Dr. Hosannah de Oliveira, ressalta a importancia dos aspectos psiquicos no desenvolvimento corporal destacando as consequencias desastrosas da situacao de hospitalismo na infancia. Ele salienta ainda a psicogenese de sintomas corporais e a acao decisiva da educacao familiar dando grande destaque aos transtornos alimentares. Seguindo a perspectiva historica, Raquel Diaz Degenszajn nos traz uma preciosa avaliacao da formacao medica na atualidade. Ela nos apresenta um excelente relato do trabalho desenvolvido com medicos no periodo de sua formacao, a respeito da saude mental da crianca. Neste texto a autora destaca o desejo de mudanca do medico, os paradigmas no campo da saude e na pratica medica e os efeitos de uma posicao "analitica" nesta formacao. Leda Fisher Bernardino, numa palestra transcrita especialmente para este volume, desenvolve a questao da constituicao psiquica do infante, enfocando as funcoes materna e paterna e o efeito do desempenho de tais funcoes no desenvolvimento global da crianca. Ja Lea Sales e Marcos Nogueira Souza discutem a importancia da implantacao de um servico psicologico em um ambulatorio materno-infantil, e sua articulacao com as diversas disciplinas (pediatria, T.O, fonoaudiologia, fisioterapia, etc.) e nos trazem os fragmentos de um caso clinico em que o sofrimento psiquico de um bebe pode encontrar uma mudanca de foco onde os significados medicos passam a ser relidos a partir de sua historia e sua interacao com o Outro materno. Ja a segunda parte, intitulada Intervencao Precoce: o Bebe e seu sofrimento, inicia com um texto

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